Ponto de Partida

onde se segue, na incerteza de continuar.

Ponto de Partida

onde se segue, na incerteza de continuar.
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Terra Blog

15.10.07

Novo Blog

 http://quasefragmentos.blogspot.com/  é o endereço do meu novo blog, no qual postarei não só novos textos mas também alguns dos já aqui presentes.
Tenciono em breve eliminar definitivamente este espaço e quero por isso agradecer  a todos aqueles que por aqui passaram e tiveram paciência suficiente de ler e comentar.
Beijos


08.10.07

Espera em mim

categorias: Quase Prosa

A espera por ti ainda agora começou e já eu me sinto cansada. As pernas já se fazem sentir trémulas, a visão começa a tornar-se turva, desfocando e envolvendo este presente numa escuridão profunda, onde inevitavelmente sei que condenarei o meu futuro. Que nunca há de chegar…
O presente vive no passado. O passado é o presente que conheço, hoje, aqui e para todo o sempre!... Sem nunca o saber.
Este punhado de anos que quase vivi, parece-me tão irreal, distante demais, para poderem ser meus. Eu que nada tenho e tanto possuo. A minha alma continua dormente pela ilusão, que o meu corpo desconhece, arrastam-se ambos, sem se tocarem, por este vácuo… só a conheço através dos espelhos distorcidos que me rodeiam. Dos sussurros que outras condenadas, ironicamente libertam, nesta prisão.
Faz frio… é sempre frio aqui, mesmo quando as janelas se abrem para o alto sol, que me afronta vorazmente, mas nem os feixes mais brilhantes são capazes de romper a escuridão que aqui habita…
É tudo tão óbvio, que até dói. Uma dor que não posso sentir, pois em tempos senti demais!...

01.10.07

Brevidade de um eu

categorias: Quase Prosa

 No breve vazio de sempre a minha alma procura a tua. A minha voz chama pelo teu nome desconhecido, sem que eu possa ouvir...
A minha dor suplica por um fim, implora na sua miséria por um analgésico de paz, um toque de apatia… qualquer coisa que acabe com esta indescritível agonia.
As palavras são me vãs, nada dizem, nada fazem entender…nada, nada, nada.
E este tempo, que nada é, é tudo o que tenho.
E esta dor que nunca vi, é tudo o que conheço.
E tu sem o saberes, és tudo o que desejo!

 

26.09.07

Rosas de Verdade

categorias: Quase Poesia

Dá-me uma rosa,
Vermelho - sangue
Com toque de veludo.
Entrega-ma com todos
Os seus espinhos,
Aguçados de verdade…

Não te preocupes com
As feridas que causarão,
Antes a dor que a ilusão!

20.09.07

Maldição

categorias: Quase Poesia

Escoa devagar,
parece quase parar
por um instante,
antes de bater
estrondosamente na pedra
sem vida do chão,
quebrando, como um
fino cristal, o silêncio
selado em torno
de tudo o que aqui existe..

A ponta, bem aguçada
por noites a fio de rancor,
chega por fim
ao meu coração.
Fria, cheia de ódio,
sedenta de vingança,
parece gritar dentro
de mim…
algo que não
consigo perceber,
algo que os meus ouvidos
não querem ouvir.

Em breve morrerei…
não consigo ver o seu rosto,
não sei porque o fez.
Talvez não tenha tido motivo…
quiçá não terá sido
obra do destino?
Seja como for,
aqui o condeno...
o meu espírito
atormenta-lo-á até
ao fim dos séculos.
Para sempre te
amaldiço-o, estranho!
Para sempre estarei contigo,
Tomarei o teu corpo todas as noites,
como hoje tomas-te o meu.
Sentirás a toda a hora
A dor trespassar-te a vida,
sem nunca poderes morrer.